Naquela tarde de quarta-feira, ele estava parado na fila da farmácia, segurando um colírio. R$ 28,90. O tipo de compra boba que ninguém pensa duas vezes. Mas ele hesitou.
Passou o cartão. “Transação negada.”
Tentou outro. E outro.
(Eu me lembro disso com detalhes desconfortáveis. Porque era eu.)
A mulher da fila atrás bufou. O caixa desviou o olhar. E por dentro, algo rachou: não era mais sobre o dinheiro. Era sobre a vergonha.
A dívida não é só financeira. Ela é existencial.
Dívida não é apenas um número negativo na sua conta. É um ruído constante no fundo da mente. Uma inquietação noturna. Um cansaço que não melhora com sono.
Pior: a dívida corrói a autoestima. Faz você duvidar de si mesmo.
Talvez por isso seja tão comum empurrá-la com a barriga. Fugir das ligações. Ignorar os e-mails. Fazer de conta que o problema não existe.
Mas ele está lá. E cresce.
Agora… e se você pudesse virar o jogo?
Um método simples, mas subestimado (e poderoso)
Imagine que você tem 5 dívidas:
- Cartão A: R$ 2.500
- Empréstimo Pessoal: R$ 5.000
- Loja de eletrodomésticos: R$ 1.000
- Cartão B: R$ 700
- Fatura de celular: R$ 300
Agora, faça o seguinte:
- Liste todas da menor para a maior
- Continue pagando o mínimo de todas, menos da menor
- Na menor, coloque tudo que puder a mais
Assim que a menor acabar, você pega o valor que usava nela e adiciona na próxima menor. E assim por diante.
Isso é o Método Bola de Neve.
Mas não se engane pela simplicidade. Porque o que ele muda não é só o saldo. É a sua confiança.
A chave está na vitória psicológica (antes da financeira)
O Bola de Neve não é matematicamente o mais eficiente. O Método Avalanche (que prioriza os juros) é mais rápido no papel.
Mas o Bola de Neve é mais humano. Porque entrega resultado rápido onde mais importa: no sentimento de progresso.
Cada dívida quitada é um estalo de alívio. Um reforço positivo. Uma sensação de “eu consigo” que se retroalimenta.
E quando você sente que consegue… você consegue.
Um exemplo real (que você pode adaptar hoje)
Suponha que você tenha R$ 200 livres por mês para começar. Sua menor dívida é de R$ 300 (celular). Você paga R$ 100 nela por 3 meses.
Quitou.
Agora, esses R$ 100 se juntam aos R$ 200, e você tem R$ 300 para o próximo. E assim vai. Como uma bola de neve descendo ladeira.
No começo parece lento. Depois, acelera com força.
(É o mesmo princípio da academia: você treina a disciplina antes de ver os músculos.)
Mas e se eu tiver vergonha de negociar minhas dívidas?
Então você está no grupo dos 80% dos brasileiros.
Negociar dívida é desconfortável. Mas hoje em dia, muitas empresas oferecem canais digitais, sem precisar falar com pessoas.
E mais: plataformas como Serasa, Acordo Certo, Itaú Renegocia, etc., permitem renegociações com descontos de até 95%.
Sim, 95%.
Não por caridade. Mas porque é mais vantajoso para o credor receber algo do que nada.
Então, negocie. Sem culpa.
Saia do ciclo, não do controle
Talvez você pense: “Mas minha renda mal cobre o básico”.
Eu entendo. Por isso o foco não é pagar tudo de uma vez. É criar um plano. Um sistema que, mesmo pequeno, não te deixa paralisado.
E mais: evite novas dívidas durante o processo. Isso é essencial.
Se puder, busque renda extra temporária. Venda algo parado. Ofereça um serviço. Corte algo simbólico. Pequenos reforços fazem grande diferença.
Agora, pensando bem…
A maior dívida nem sempre é a financeira.
Às vezes é o tempo que você perdeu se culpando. A energia gasta fingindo que estava tudo bem.
Sair das dívidas não é apenas pagar boletos. É retomar o poder sobre a sua história.
E se tudo começasse por uma escolha simples?
Listar suas dívidas. Escolher a menor. Começar.
Quando sair da dívida exige mais do que boa vontade…
Você pode estar se organizando, usando planilhas, cortando gastos…
Mas às vezes, o que trava não é sua disciplina — é o sistema.
Bancos que não explicam. Contratos que você nem lembra de ter assinado. Juros que parecem mágicos (só que contra você).
E é aí que entra esse material.
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